Frequentemente vemos nos noticiários, vários tipos de violências envolvendo pessoas da mesma família. São pais que matam seus filhos, filhos que matam seus pais e, quase sempre fica a pergunta no ar. Por que pessoas de uma mesma família, pais e filhos, maridos e esposas permitem que seus relacionamentos atinjam um ponto que, somente um crime possa resolver a situação ?
A resposta é mais complexa do que a simples afirmação que normalmente aparece nos noticiários, atribuído o fato da violência ao uso de drogas ou ao desentendimento entre os casais. A verdade é que os transtornos de personalidade atingem em média 1,7% da população mundial e, são eles os grandes responsáveis pela agressividade violenta. Sim agressividade violenta, por que uma certa dose de agressividade é indispensável para se vencer na vida e superar os mais difíceis obstáculos.
Mas quando a agressividade atinge os limites da violência, se torna perigosa para a pessoa portadora, pois esta poderá atentar contra sua própria vida, como contra seus familiares, amigos e a sociedade. A doença mental tem diversos enfoques e, quando percebida antes do ato violento pode ser tratada evitando estados de surtos psicóticos seguidos de atitudes violentas. Quando não percebida e por conseqüência não tratada pelas ciências da saúde, será percebida mais tarde e interceptada pelas ciências sociais, como a jurídica que enquadrará doente como criminoso.
Se percebida e tratada a bom tempo as desordens do comportamento nos farão sentir pena de seus portadores, aos quais chamaremos de doentes. Se não percebidas, estas desordens mais tarde nos farão sentir raiva de seus portadores, aos quais chamaremos de criminosos.